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Psicologia não é religião — e isso importa.

A Psicologia, enquanto ciência e profissão, é laica. Isso significa que ela não se orienta por crenças religiosas, mas por fundamentos teóricos, éticos e científicos.

E isso não é opinião minha — é princípio ético da profissão.

A prática psicológica não pode ser conduzida por crenças religiosas, por mais importantes que elas sejam na vida pessoal do profissional. Isso não quer dizer que o profissional não tenha sua própria fé e sim que essa fé não pode atravessar o atendimento.

Inclusive, a Resolução CFP nº 7/2023 (clique aqui para ler) é clara ao reforçar que a atuação do psicólogo deve respeitar a laicidade, garantindo que práticas religiosas não sejam impostas no exercício profissional.

Isso porque, na clínica, o espaço não é da psicóloga. É do cliente. Dos valores, das crenças e da forma como ele entende o mundo - o que inclui sua espiritualidade, se fizer parte de suas vivências. Quando a fé do profissional atravessa a escuta e vira direção, orientação ou julgamento, a clínica deixa de ser um espaço de cuidado — e passa a ser um espaço de imposição.

e nesse momento, deixa de ser psicologia, deixa de ser ciência. A Psicologia não orienta caminhos a partir de doutrinas. Ela sustenta processos com ética, escuta e responsabilidade.


Falar sobre isso não é “ser contra a religião”, e sim ser a favor de uma prática profissional ética e séria garantindo que o atendimento seja, de fato, um espaço seguro, respeitoso para quem o procura. Com carinho, Trícia Ferreira 🌻🫂✨ Psicóloga Clínica (CRP 10/02488)

 
 
 

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