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Por que é tão difícil se priorizar?

Tem gente que aprendeu, desde cedo, a estar disponível. A ajudar, a resolver, a cuidar.

E, aos poucos, isso vai deixando de ser só uma atitude…e vira um jeito de existir.

Você se acostuma a perceber o que o outro precisa, a antecipar demandas, a dar conta das coisas antes mesmo que alguém peça.

E quando vê, está sempre ali — presente para tudo e para todos.

Se priorizar, nesse contexto, não parece natural, parece até um pouco estranho, para algumas pessoas soa até desconfortável, ou errado.


Porque junto com essa dificuldade, costuma vir algo que pesa: a culpa. (Ah, a culpa! Sempre ela) como se, ao se escolher, você estivesse deixando alguém de lado.



Como se cuidar de si fosse, de alguma forma, egoísmo.

Mas não é.





O que acontece é que você aprendeu a se colocar depois, e tudo que é aprendido, também pode ser revisto — com tempo, com consciência e com cuidado. Prioriza-se não significa deixar de se importar com o outro, significa incluir a si mesma nas próprias escolhas.

É perceber quando está cansada. É respeitar o próprio limite antes de ultrapassá-lo. É entender que você também precisa de pausa, de escuta, de espaço.

E, principalmente, construir uma relação mais gentil consigo.

Sem pressa e sem cobrança.

Talvez, no começo, isso apareça em gestos pequenos: um “não” dito com hesitação, uma pausa breve no meio do dia, um momento com você mesma!

E tudo bem que seja assim.

Se priorizar não é uma mudança brusca, é um processo, e como tal, merece ser vivido com acolhimento e sensibilidade.

Com carinho, Trícia Ferreira 🌻🫂✨ Psicóloga Clínica (CRP 10/02488) @triciaferreirapsi

 
 
 

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